Oração de Sapiência no dia do ISCAD - 2013

“Crescimento económico em contexto de austeridade”

pelo Prof. Doutor Domingos Pereira de Sousa

Domingos Pereira de Sousa

Neste dia que é de festa para todos, cabe-me a honra de proferir a oração de sapiência subordinada ao tema “Crescimento económico em contexto de austeridade”, tema polémico que está na agenda de políticos, empresários e do cidadão comum.

Por isso, faremos uma reflexão crítica, como é suposto em ambiente académico, o que pressupõe que a abordagem é feita sem receios da controvérsia. O assunto é propício ao confronto doutrinário, dada a gravidade dos diagnósticos e das diferentes propostas do caminho a prosseguir.

O crescimento económico é assunto do interesse geral, diz respeito a todos e tem de ser prosseguido para além dos legítimos interesses individuais ou de grupo.

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Provedor revela qual o perfil do Trabalhador Temporário Português

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Realizou-se no dia 16 de Abril, no auditório 2, do instituto Superior de Ciências da Administração (ISCAD), uma conferência para apresentação, pelo Provedor da Ética Empresarial e do Trabalhador Temporário (PEETT), Prof. Vitalino Canas, do 5º Relatório Anual, relativo ao ano de 2012. O PEETT é um órgão independente da Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego (APESPE). Tem por função principal a divulgação, defesa e promoção dos direitos e dos interesses dos trabalhadores temporários.

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À procura dos culpados - A Grande Crise Financeira e Portugal

Rui Teixeira Santos

"Give me control over a nation’s currency and I don’t care who makes the laws”

(Mayer Amschel Rothschild)

 

Resumo

A crise das dividas soberanas transformou-se numa crise do Euro e coloca em causa a sobrevivência da própria União Política, que garantiu a paz na Europa nos últimos 60 anos.
Como se chegou aqui? Primeiro pela resposta dada globalmente pelos bancos centrais na sequencia do 11 de setembro, emitindo moeda. Depois com a flexibilização do pacto de estabilidade e finalmente com a ortodoxia fanco-almã a empurrarem a Europa para uma espiral deflacionária para a qual não se conhece solução, que não seja mais empobrecimento e injustiça.
Nos países periféricos a União Económica e Monetária implicava a transferência de recursos dos países mais ricos para garantir a coesão, como contrapartida da abertura dos mercados. Porém, depois dos referendos francês e holandês terem inviabilizado a uma Constituição Europeia, a Alemanha ficava livre para abandonar a integração federal e apostar nos seus próprios interesses (os interesses primários dos aforradores bávaros) no âmbito de uma cooperação intergovernamental acordada no Tratado de Lisboa.
No caso português contudo, o eleitoralismo socialista fez o resto, aproveitando a flexibilidade do PEC para aumentar em quase 40% o endividamento externo do Estado, para financiar obras publicas que verdadeiramente não eram reprodutivas e que não alteraram a letargia em que a economia portuguesa vivia desde a adesão ao Euro e agravando a quebra de competitividade da economia que sustentadamente vem caindo desde o fim do Império colonial.

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